SOBRE A MORTE, O INFERNO E A CIDADE CELESTIAL - ESTUDOS SOBRE O APOCALIPSE

SOBRE A MORTE

Veja o que Jesus disse: “Não tenham medo dos que matam o corpo, mas não podem matar a alma. Antes, tenham medo daquele que pode destruir tanto a alma como o corpo no inferno”. (Mt 10:28)

Existe a morte física: Morte natural (último inimigo a ser vencido - 1Co 15:26)
Existe a morte espiritual: Esta é a morte experimentada em vida (separação)
Existe a morte eterna: É morte final, o aniquilamento eterno, segunda morte.

Não somos amigos da morte. Não damos boas vindas a morte. Mas o problema não a morte que nos separa da terra, mas a morte que nos separa de Deus.

Por que a morte não nos cai bem?
  1. Ele contraria a essência do ser humano. Nossa vida não está programada para viver no tempo, e sim na eternidade. Nós não sabemos lidar com o fim.
  2. Sofrer o tempo cimenta o passado. Não podemos mudar a história. Quantos não queriam voltar no tempo (não é possível por causa do tempo).
  3. Um caminhar em direção ao tribunal de Deus. Passaremos uma tarde não muito agradável com Deus. Encruzilhada do tempo com a eternidade (um minuto depois do morte) Ec 12:13-14 “Agora que já se ouviu tudo, aqui está a conclusão: Tema a Deus e guarde os seus mandamentos, pois isso é o essencial para o homem. Pois Deus trará a julgamento tudo o que foi feito, inclusive tudo o que está escondido, seja bom, seja mal.”
  4. A morte nos nivela. Não importa o que somos, o que temos, o que fazemos. A morte nos coloca, todos na mesma condição.
  5. A morte nos tira o controle. Depois que morremos chega o desconhecido. Já não depende mais de você. Depois da morte você já não tem o controle de nada. E na morte, quem nos conduzirá? Para onde seremos levados.
O fato de não usarmos relógios, não nos livra de sofrer o tempo. O tempo é amigo da morte. A morte e o tempo são íntimos. Não fomos criados para sofrer nem o tempo, nem a morte.

Apocalipse é a nossa esperança contra a Morte. (desconhecido)

1. Jesus é o dono do destino final. É ele quem define o que acontece com os mortos: "Sou aquele que vive. Estive morto mas agora estou vivo para todo o sempre! E tenho as chaves da morte e do Hades." (Ap 1:18)

2. A morte nos conduzirá a um estado de plenitude espiritual (reis):
"Felizes e santos os que participam da primeira ressurreição! A segunda morte não tem poder sobre eles; serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele durante mil anos." (Ap 20:6)

3. Apocalipse garante a morte da própria morte.
"Então a morte e o Hades foram lançados no lago de fogo. O lago de fogo é a segunda morte." (Ap 20:14)

SOBRE O INFERNO

A realidade da “Doutrina do Inferno” está nas Escrituras: "Não tenham medo dos que matam o corpo, mas não podem matar a alma. Antes, tenham medo daquele que pode destruir tanto a alma como o corpo no inferno.” (Mt 10:28)

Nestes infernos imaginários Satanás jamais sofre; ao contrário, ele conta com um "Centro de Divertimento", onde ele e seus demônios deleitam-se com a desgraça alheia . O apóstolo João, porém, diz que Satanás, ao invés de ter um "centro de divertimento", será atormentado pelos séculos dos séculos (Apocalipse 20:10).

Visões sobre o Inferno:

Dante Alighieri escreveu entre 1303 e 1321 um livro chamado de Divina Comédia. É um poema de alegorias que fala do Inferno, Purgatório e Paraíso. Ele também divide estes espaço em círculos, encontra pessoas famosas, e narra o que acontece nesses lugares.

Mary Baxter escreveu A Divina Revelação do Inferno. Foi publicada originalmente em inglês em 1993, nos Estados Unidos e tem sido desde então um best seller de vendagem por lá. A autora, Mary K. Baxter, é ministra da Igreja Nacional de Deus, em Washington, EUA. Segundo relata, começou a ter "visões" de Deus na década de 60, em Michigan, mas foi em 1976, que Jesus teria aparecido para ela, na forma humana, em sonhos, visões e revelações, durante quarenta noites e mandou-a transmitir as profundezas, degradações e tormentos das almas perdidas no inferno (pp. 183, 184).
  1. O amor de Deus exige um inferno. O amor verdadeiro não pode forçar ninguém à amá-lo. Um amor forçado não é amor é violência. Portanto o amor de Deus nos dá o direito da liberdade de escolha. Se o inferno não existisse como possibilidade teríamos que anular o amor de Deus. Pois os que não O desejam, necessitam de um lugar para viver longe de Deus. Já que ninguém pode ser forçado à ir para o céu, é necessário um lugar, um ambiente onde a presença de Deus se faz nula.
  1. A justiça real (eterna / divina) exige um inferno. Sabemos que nem toda a justiça é possível durante a existência de uma pessoa. Muitas pessoas más morreram impunimente. Trouxeram inúmeros sofrimentos, e jamais prestaram contas à uma justiça humana. Mas se há um justiça real (eterna/divina) então o inferno é este lugar de castigo para pessoas perversas como Stalin ou Hitler.
Não seria um exagero um castigo eterno por um erro temporal?
Pecado não é o que você faz no tempo, mas aquilo que você faz contra Deus, e Deus é eterno! O castigo por algo que fazemos contra Deus é eterno, pois todo pecado é primeiramente contra Ele. Não é "o quê” fizemos, mas contra "quem" fizemos.
Obs. (A idéia de eternidade pode estar relacionada com o resultado do castigo e não com a duração. A aniquilação é permanente, o fogo é eterno)

Se todos gostam de crer no céu, como o céu pode existir sem um inferno?
Levar alguém que não crê em Deus, que não gosta de Deus, que não suporta Deus para o mesmo lugar que todos que gostam, é transformar a vida desta pessoa em um “inferno”. O Inferno existe como contra-ponto do céu.

Mas como alguém pode ser feliz no céu, sabendo que pessoas estão sofrendo no inferno?
Da mesma maneira que podemos ser felizes comendo, sabendo que muitas pessoas passam fome, desde que tenhamos tentado alimentá-los um dia.

Porque Deus permite que suas criaturas vão para o inferno? Porque Deus as criou?
Inexistir não é melhor do que existir e ir para o inferno. A inexistência não pode ser considerada uma opção melhor do que qualquer tipo de existência, pois a inexistência é “nada”. Num jogo de decisão de futebol, todos sabem que um dos times perderá, mas todos decidem entrar no jogo. Porque cremos que é melhor jogar apostando a oportunidade de ganhar, do que não tentar nada.

"O inferno ainda não foi inaugurado”

A Palavra Hades inúmeras vezes traduzida por inferno é na verdade “lugar dos mortos" ou “sepultura". - Sheol, Tártaro, Abismo são referencias para inferno. A Bíblia, absolutamente não relata nenhum caso de alguém que foi ao inferno e voltou. Ainda sim, se alguém fosse até lá, não teria visto pessoas naquele lugar:
  1. Quem vai inaugurar o inferno é a besta e o falso profeta. ”Mas a besta foi presa, e com ela o falso profeta que havia realizado os sinais miraculosos em nome dela, com os quais ele havia enganado os que receberam a marca da besta e adoraram a imagem dela. Os dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre.” (Ap 19:20)
  1. O diabo, futuramente será lançado no inferno. "O diabo, que as enganava, foi lançado no lago de fogo que arde com enxofre, onde já haviam sido lançados a besta e o falso profeta. Eles serão atormentados dia e noite, para todo o sempre." (Ap 20:10)
  1. Quem manda no inferno? DEUS. - Qual é o lugar de habitação do diabo? TERRA "pois a nossa luta não é contra pessoas, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais.” (Ef 6:12"nos quais costumavam viver, quando seguiam a presente ordem deste mundo e o príncipe do poder do ar, o espírito que agora está atuando nos que vivem na desobediência." (Ef 2:2) "O grande dragão foi lançado fora. Ele é a antiga serpente chamada diabo ou Satanás, que engana o mundo todo. Ele e os seus anjos foram lançado à terra." (Ap 12:9"Portanto, celebrem, ó céus, e os que neles habitam! Mas, ai da terra e do mar, pois o diabo desceu até vocês! Ele está cheio de fúria, pois sabe que lhe resta pouco tempo".  (Ap 12:12)
SOBRE O CÉU

Como será o Paraíso com base nas descrições bíblicas?
  • Onde está o céu?
  • Que tipo de corpo que temos?
  • Como será a vida no Céu?
  • E vamos lembrarmo-nos das pessoas que conhecemos na terra no céu?”
"Então vi um novo céu e uma nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra tinham passado; e o mar já não existia. Vi a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, preparada como uma noiva adornada para o seu marido. Ouvi uma forte voz que vinha do trono e dizia: "Agora o tabernáculo de Deus está com os homens, com os quais ele viverá. Eles serão os seus povos; o próprio Deus estará com eles e será o seu Deus. Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou. Aquele que estava assentado no trono disse: "Estou fazendo novas todas as coisas! " E acrescentou: "Escreva isto, pois estas palavras são verdadeiras e dignas de confiança”. (Ap 21:5)

“A antiga ordem já passou - Estou fazendo novas todas as coisas”

DEUS ESTÁ FAZENDO NOVA TODAS AS COISAS E NÃO TODAS AS COISAS NOVAS. As marcas do pecado serão removidas.
O corpo muda e a nossa relação com ele, mas nossa mente, consciência e personalidade continuam as mesmas. Poderemos lembrar, porem sem a limitação física de nossos corpos carnais em todos os sentidos.
Nos amaremos plenamente como irmãos.
Teremos amizades plenas.
Teremos uma mente plena e um físico pleno. etc
Este estado de plenitude das coisas, da percepção e da presença de Deus é o 
que a Bíblia chama de Céu.

Usaremos plenamente nossos corpos, nossa mente e nosso espírito no céu. Estudiosos afirmam que o governo pleno de Deus levará a humanidade para uma existência sem queda em nenhuma área. Uma realidade purificada.
O máximo de conhecimento.
O máximo de espiritualidade.
O máximo de aproveitamento dos recursos.
Uma sociedade avançadíssima (sem o lado escuro da força)
Uma cidade celestial…
Qualquer pessoa quando muda para uma casa nova, sente-se feliz, realizada, pois o que ela planejou durante anos tornou-se realidade. Muito mais maravilhoso é saber que uma cidade dessa magnitude, nos aguarda, uma cidade preparada pelo Senhor Deus. Cidade que tem sua Glória, para um dia ser nosso lar por toda a Eternidade.

No livro de Apocalipse, o Apóstolo João, descreve a Jerusalém Celestial, revelada por Deus. Uma cidade cuja beleza nunca vista antes, e ainda com a Glória de Deus. O apóstolo relata sua grandeza e descreve os materiais empregados em sua construção. Tanto as pedras preciosas, como o ouro, sendo este último material encontrado em abundância na construção da cidade, das praças e pavimentação das casas. Ap 21:10

UMA PERCEPÇÃO SOBRE A CIDADE CELESTIAL

10 Ele me levou no Espírito a um grande e alto monte e mostrou-me a Cidade Santa, Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus. 11 Ela resplandecia com a glória de Deus, e o seu brilho era como o de uma jóia muito preciosa, como jaspe, clara como cristal.
UMA CIDADE BRILHANTE, RESPLANDECENTE, GLORIOSA E FLUTUANTE.
As luzes chamam a nossa atenção (Natal, Times Square, etc).

12 Tinha uma grande e alta muralha com doze portas e doze anjos junto às portas. Nas portas estavam escritos os nomes das doze tribos de Israel. 13 Havia três portas ao oriente, três ao norte, três ao sul e três ao ocidente. 14 A muralha da cidade tinha doze fundamentos, e neles estavam os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro.
UMA CIDADE MURADA, FUNDAMENTADA NA PALAVRA E NA HISTÓRIA.
Proteção e Segurança. As portas mostram que virão pessoas dos quatro cantos.

15 O anjo que falava comigo tinha como medida uma vara feita de ouro, para medir a cidade, suas portas e seus muros. 16 A cidade era quadrangular, de comprimento e largura iguais. Ele mediu a cidade com a vara; tinha dois mil e duzentos quilômetros de comprimento; a largura e a altura eram iguais ao comprimento.
UMA CIDADE QUADRADA PERFEITA. UM CUBO GIGANTESCO.
2.200.000 metros de comprimento.
2.200.000 metros de largura.
2.200.000 metros de altura.
Cabe muita casa: Bem disse Jesus: “Na casa de meu Pai há muitas moradas...” (Jo.14:1-3)
Exatamente como o Santo dos Santos do tabernáculo (muito paralelo a visão do templo de Ezequiel Cap. 47)

17 Ele mediu a muralha, e deu sessenta e cinco metros de espessura, segundo a medida humana que o anjo estava usando. 18 A muralha era feita de jaspe e a cidade de ouro puro, semelhante ao vidro puro. 19 Os fundamentos das muros da cidade eram ornamentados com toda sorte de pedras preciosas. O primeiro fundamento era ornamentado com jaspe; o segundo com safira; o terceiro com calcedônia; o quarto com esmeralda; 20 o quinto com sardônio; o sexto com sárdio; o sétimo com crisólito; o oitavo com berilo; o nono com topázio; o décimo com crisópraso; o décimo primeiro com jacinto; e o décimo segundo com ametista.
UMA CIDADE ONDE VALORES MATERIAIS NAO TEM VALOR COMERCIAL.
Todos terão as maiores riquezas materiais debaixo de seus pés.
Apenas as coisas espirituais terão valor. A abundância de recursos mostra que as relações de nossa sociedade celestial será idealizada pelo amor verdadeiro (sem interesses)

21 As doze portas eram doze pérolas, cada porta feita de uma única pérola. A rua principal da cidade era de ouro puro, como vidro transparente. 22 Não vi templo algum na cidade, pois o Senhor Deus todo-poderoso e o Cordeiro são o seu templo.
UMA CIDADE ONDE NÃO HAVERÁ NECESSIDADE DE TEMPLOS.
A Espiritualidade será natural. Não adoramos em um lugar específico. A vida é o culto e o culto é a vida.

23 A cidade não precisa de sol nem de lua para brilharem sobre ela, pois a glória de Deus a ilumina, e o Cordeiro é a sua candeia. 24 As nações andarão em sua luz, e os reis da terra lhe trarão a sua glória. 25 Suas portas jamais se fecharão de dia, pois ali não haverá noite. 26 A glória e a honra das nações lhe serão trazidas. 27 Nela jamais entrará algo impuro, nem ninguém que pratique o que é vergonhoso ou enganoso, mas unicamente aqueles cujos nomes estão escritos no livro da vida do Cordeiro.
UMA CIDADE ORGANIZADA PELO TRABALHO E ILUMINADA PELA GLÓRIA DE DEUS. MAS RESTRITA NA SUA ENTRADA.
Que atividades os salvos terão no céu? O profeta Isaias escreveu: "Eles edificarão casas, e nelas habitarão; plantarão vinhas, e comerão do seu fruto. Não edificarão para que outros habitem; não plantarão para que outros comam; porque a longevidade do Meu povo será como a da árvore, e os Meus eleitos desfrutarão de todo as obras das suas mãos" (Isaías 65:21 e 22). 
Há um livro de entrada, não existe um acesso universal. 

O NOSSO VISTO CELESTIAL
Todos nós sabemos que há grandes restrições para que alguém entre nos Estados Unidos da América. É preciso que a pessoa obtenha visto do governo norte-americano para ali ingressar e são várias as modalidades de visto. Sem visto não há lugar nenhum preparado para aquele que quiser entrar. 

Pois é exatamente o que ocorre com a Nova Jerusalém. Jesus afirmou que a cidade já existia, que tinha muitas moradas, mas o lugar ainda não estava preparado, porque não havia como o ser humano conseguir ali entrar. (Lc 2:35)

Não admira que Paulo tenha dito: “As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que O amam." (1 Co 2:9). 

Bruno dos Santos

ESTUDO SOBRE O ARREBATAMENTO DA IGREJA - Vários textos

TEXTOS BASE:
"Dois homens estarão no campo: um será levado e o outro deixado. Duas mulheres estarão trabalhando num moinho: uma será levada e a outra deixada. Portanto, vigiem, porque vocês não sabem em que dia virá o seu Senhor. Mas entendam isto: se o dono da casa soubesse a que hora da noite o ladrão viria, ele ficaria de guarda e não deixaria que a sua casa fosse arrombada. Assim, também vocês precisam estar preparados, porque o Filho do homem virá numa hora em que vocês menos esperam." (Mt 24:40-44)

"Pois, dada a ordem, com a voz do arcanjo e o ressoar da trombeta de Deus, o próprio Senhor descerá do céu, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois disso, os que estivermos vivos seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, para o encontro com o Senhor nos ares. E assim estaremos com o Senhor para sempre. Consolem-se uns aos outros com estas palavras." (1Ts 4:16-18)

"Mas, nos dias em que o sétimo anjo estiver para tocar sua trombeta, vai se cumprir o mistério de Deus, da forma como ele o anunciou aos seus servos, os profetas”. (Ap 10:7)

INTRODUÇÃO:
Apocalipse sempre é um livro ignorado em épocas confortáveis. É tido como um livro de enigmas, mistérios e que sugere várias interpretações.

Mas na verdade é um livro de encorajamento, de fé e de esperança. É a Palavra Viva de Deus, e há uma promessa nele contida que diz:
"Feliz aquele que lê as palavras desta profecia e felizes aqueles que ouvem e guardam o que nela está escrito, porque o tempo está próximo.” (Ap 1:3)

O Arrebatamento consiste no encontro da igreja (a noiva) com Jesus (o noivo) nos ares.

Os santos devem saber que seu arrebatamento acontecerá quando o sétimo anjo soar a última trombeta.

Todos que Nele crêem serão arrebatados, ou seja, desaparecerão da terra para viverem com Ele nos céus até a segunda etapa da sua segunda vinda: o Aparecimento Glorioso.

Mt 24:4-36 - OS SINAIS PROFÉTICOS

1. Início do período tribulacional
Jesus respondeu: "Cuidado, que ninguém os engane. Pois muitos virão em meu nome, dizendo: ‘Eu sou o Cristo! ’ e enganarão a muitos. Vocês ouvirão falar de guerras e rumores de guerras, mas não tenham medo. É necessário que tais coisas aconteçam, mas ainda não é o fim. Nação se levantará contra nação, e reino contra reino. Haverá fomes e terremotos em vários lugares. Tudo isso será o início das dores.

2. Perseguição aos judeus.
Então eles os entregarão para serem perseguidos e condenados à morte, e vocês serão odiados por todas as nações por minha causa.

3. Religiões enganadoras/manipuladoras e descrédito da religiosidade.
Naquele tempo muitos ficarão escandalizados, trairão e odiarão uns aos outros, e numerosos falsos profetas surgirão e enganarão a muitos. Devido ao aumento da maldade, o amor de muitos esfriará, mas aquele que perseverar até o fim será salvo.

3. Um último avivamento (Última trombeta) - Evangelismo mundial através de eventos e mídia diversas (internet/ tv,s/ cruzadas)
E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo como testemunho a todas as nações, e então virá o fim.

4. O último sofrimento dos judeus na história (o povo escolhido).
"Assim, quando vocês virem "o sacrilégio terrível", do qual falou o profeta Daniel, no lugar santo — quem lê, entenda — então, os que estiverem na Judéia fujam para os montes. Quem estiver no telhado de sua casa não desça para tirar dela coisa alguma. Quem estiver no campo não volte para pegar seu manto. Como serão terríveis aqueles dias para as grávidas e para as que estiverem amamentando! Orem para que a fuga de vocês não aconteça no inverno nem no sábado.

5. O início da Grande Tribulação.
Porque haverá então grande tribulação, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem jamais haverá. Se aqueles dias não fossem abreviados, ninguém sobreviveria; mas, por causa dos eleitos, aqueles dias serão abreviados. Se, então, alguém lhes disser: ‘Vejam, aqui está o Cristo! ’ ou: ‘Ali está ele! ’, não acreditem. Pois aparecerão falsos cristos e falsos profetas que realizarão grandes sinais e maravilhas para, se possível, enganar até os eleitos.

6. Os judeus esperam a volta do Messias. (A segunda vinda)
Vejam que eu os avisei antecipadamente. "Assim, se alguém lhes disser: ‘Ele está lá, no deserto! ’, não saiam; ou: ‘Ali está ele, dentro da casa! ’, não acreditem. Porque assim como o relâmpago sai do Oriente e se mostra no Ocidente, assim será a vinda do Filho do homem. Onde houver um cadáver, aí se ajuntarão os abutres. "Imediatamente após a tribulação daqueles dias ‘o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz; as estrelas cairão do céu, e os poderes celestes serão abalados’. "Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as nações da terra se lamentarão e verão o Filho do homem vindo nas nuvens do céu com poder e grande glória. E ele enviará os seus anjos com grande som de trombeta, e estes reunirão os seus eleitos dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus.

7. O que é a lição da Figueira?
"Aprendam a lição da figueira: quando seus ramos se renovam e suas folhas começam a brotar, vocês sabem que o verão está próximo. Assim também, quando virem todas estas coisas, saibam que ele está próximo, às portas. Eu lhes asseguro que não passará esta geração até que todas essas coisas aconteçam. O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras jamais passarão”. "Quanto ao dia e à hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão somente o Pai.”

QUANDO É O TEMPO DO FIM?

A lição da fogueira nos dá uma idéia de proximidade destes eventos. Existem pelo menos 3 grandes idéias sobre os últimos dias:
  1. Os últimos dias começaram depois do ministério de Jesus. Durante a igreja do primeiro século. Isto é os últimos 20 séculos tem sido os últimos dias.
  1. Os últimos dias começaram a partir de 29/11/1947 (a ONU vota a resolução para o estabelecimento de um estado judeu) em 14/05/1948 é proclamado a criação do Estado de Israel.
  1. Uma outra linha escatológica acredita que os último dias iniciaram na virada do milênio. Após os anos 2000, inúmeros sinais e grandes mudanças começam a acontecer. Os estudiosos dizem que é o início do 7º milênio.
O QUE É O PERÍODO TRIBULACIONAL?

Uma revelação dada à Daniel pelo anjo Gabriel (o anunciador) diz:
"Setenta semanas estão decretadas para o seu povo e sua santa cidade para acabar com a transgressão, para dar fim ao pecado, para expiar as culpas, para trazer justiça eterna, para cumprir a visão e a profecia, e para ungir o santíssimo. Saiba e entenda que a partir da promulgação do decreto que manda restaurar e reconstruir Jerusalém até que o Ungido, o líder, venha, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas. Ela será reconstruída com ruas e muros, mas em tempos difíceis. Depois das sessenta e duas semanas, o Ungido será morto, e já não haverá lugar para ele. A cidade e o lugar santo serão destruídos pelo povo do governante que virá. O fim virá como uma inundação: Guerras continuarão até o fim, e desolações foram decretadas. Com muitos ele fará uma aliança que durará uma semana. No meio da semana ele dará fim ao sacrifício e à oferta." (Dn 9:24-27)

O termo hebraico aqui usado para semanas ("shebuah") significa simplesmente “grupos de sete.” O contexto é que tem que determinar se é uma semana de dias ou de anos. As setenta semanas de Daniel são divididas em três etapas. A saber: “Sete Semanas, Sessenta e duas Semanas e uma Semana”.

Sete semanas são iguais: 7 x 7 = 49. 
Esta parte refere-se a um período de 49 anos que iniciou em 14 de março 445 a.C. com a “saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém” (Ne 2:4-9) e estendeu-se até a inauguração da edificação de Jerusalém.

Sessenta e duas semanas são iguais: 62 x 7 = 434. 
E fala a respeito do período que iniciou na com inauguração de Jerusalém e se estendeu até por volta do ano 30 - 38 d.C. na época do batismo de Jesus. Início do seu ministério. (os judeus não receberam o seu ungido - Jo 1:11-12)

Fazendo as Contas:  
(49 + 434 = 483). Jerusalém é destruída 70 anos depois de Cristo.
Faltam 7 anos para os 490 anos. 

Usando o linguajar “Semanas”, temos: 7 semanas, mais 62 semanas, que são iguais a 69 semanas (7 + 62 = 69)

Então o Senhor fora aos gentios, e eles o recebeu, com isso nasceu à igreja, faltando uma semana para as 70 semanas.

A última semana:
”E ele firmará um concerto com muitos por uma semana” (Dn 9:27). 
Estes 7 ANOS é dividido em dois períodos. Como os judeus quebraram a Aliança com o Salvador, Ele fez uma Aliança com Igreja. Assim o Deus parou de tratar com os judeus faltando esta semana, ou sete anos. Então, quando Cristo Arrebatar a sua igreja, ou melhor, quando não haver mais a igreja na terra, Deus volta a tratar com os judeus. Quando Deus arrebatará a sua igreja?

Antes da GRANDE TRIBULAÇÃO, no período TRIBULACIONAL 
"Com muitos ele fará uma aliança que durará uma semana. No meio da semana ele dará fim ao sacrifício e à oferta." (Dn 9:27)

PERÍODO TRIBULACIONAL - AS SEIS PRIMEIRAS TROMBETAS?

Vemos diariamente pelos noticiários as manifestações da maldade humana. O homem semeou contra o planeta. Estamos vendo o maior descaso das nações em relação ao Ecosistema. Jesus nos avisou sobre as aflições: Jo 16:33

1. O aquecimento global - Desmatamento do planeta.
O primeiro anjo tocou a sua trombeta, e granizo e fogo misturado com sangue foram lançados sobre a terra. Foi queimado um terço da terra, um terço das árvores e toda a planta verde. (Ap 8:7)

2. Maremotos, deslocamento das geleiras e dos polos, Tsunamis.
O segundo anjo tocou a sua trombeta, e algo como um grande monte em chamas foi lançado ao mar. Um terço do mar transformou-se em sangue, morreu um terço das criaturas vivas do mar e foi destruído um terço das embarcações. (Ap 8:8-9)

3. Contaminação dos rios e represas de abastecimento.
O terceiro anjo tocou a sua trombeta, e caiu do céu uma grande estrela, queimando como tocha, sobre um terço dos rios e das fontes de águas; o nome da estrela é Absinto. Tornou-se amargo um terço das águas, e muitos morreram pela ação das águas que se tornaram amargas. (Ap 8:10-11)

4. Escurecimento do céu. (destruição total da camada de ozônio)
O quarto anjo tocou a sua trombeta, e foi ferido um terço do sol, um terço da lua e um terço das estrelas, de forma que um terço deles escureceu. Um terço do dia ficou sem luz, e também um terço da noite. (Ap 8:12)

5. Choque de um meteoro sobre o planeta. (manifestação de doenças contagiosas poderosas)
O quinto anjo tocou a sua trombeta, e vi uma estrela que havia caído do céu sobre a terra. À estrela foi dada a chave do poço do Abismo. Quando ela abriu o Abismo, subiu dele fumaça como a de uma gigantesca fornalha. O sol e o céu escureceram com a fumaça que saía do abismo. Da fumaça saíram gafanhotos que vieram sobre a terra, e lhes foi dado poder como o dos escorpiões da terra. Eles receberam ordens para não causar dano nem à relva da terra nem a qualquer planta ou árvore, mas apenas àqueles que não tinham o selo de Deus na testa. Não lhes foi dado poder para matá-los, mas sim para causar-lhes tormento durante cinco meses. A agonia que eles sofreram era como a da picada do escorpião. Naqueles dias os homens procurarão a morte, mas não a encontrarão; desejarão morrer, mas a morte fugirá deles. (Ap 9:1-6)

6. Manifestação de pragas, poluentes e doenças pesadas.
Ela disse ao sexto anjo que tinha a trombeta: "Solte os quatro anjos que estão amarrados junto ao grande rio Eufrates”. Os quatro anjos, que estavam preparados para aquela hora, dia, mês e ano, foram soltos para matar um terço da humanidade. Um terço da humanidade foi morto pelas três pragas de fogo, fumaça e enxofre que saíam das suas bocas. (Ap. 9:14-15-18)

O QUE É A GRANDE-TRIBULAÇÃO?
A manifestação total da IRA de Deus sobre os filhos da desobediência

"Mas, nos dias em que o sétimo anjo estiver para tocar sua trombeta, vai se cumprir o mistério de Deus, da forma como ele o anunciou aos seus servos, os profetas”. (Ap 10:7)

"Darei poder às minhas duas testemunhas, e elas profetizarão durante mil duzentos e sessenta dias, vestidas de pano de saco”. (Ap 11:3)

As duas testemunhas, alguns estudioso dizem ser Elias e Enoque. Os únicos arrebatados na história bíblica. (Eles são testemunhas do arrebatamento)

O tempo das testemunhas: 1260 dias : 30 dias = 42 meses : 12 meses = 3 anos e 6 meses

Durante três dias e meio, homens de todos povos, tribos, línguas e nações contemplarão os seus cadáveres e não permitirão que sejam sepultados. (Ap 11:9)

QUANDO ACONTECERÁ O ARREBATAMENTO?

"Mas, depois dos três dias e meio, entrou neles um sopro de vida da parte de Deus, e eles ficaram de pé, e um grande terror tomou conta daqueles que os viram. Então eles ouviram uma forte voz do céu que lhes disse: "Subam para cá". E eles subiram para o céu numa nuvem, enquanto os seus inimigos olhavam. Naquela mesma hora houve um forte terremoto, e um décimo da cidade ruiu. Sete mil pessoas foram mortas no terremoto; os sobreviventes ficaram aterrorizados e deram glória ao Deus do céu. O segundo ai passou; o terceiro ai virá em breve. O sétimo anjo tocou a sua trombeta, e houve altas vozes no céu que diziam: "O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre”. Os vinte e quatro anciãos que estavam assentados em seus tronos diante de Deus prostraram-se sobre seus rostos e adoraram a Deus, dizendo: "Graças te damos, Senhor Deus todo-poderoso, que és e que eras, porque assumiste o teu grande poder e começaste a reinar. As nações se iraram; e chegou a tua ira. Chegou o tempo de julgares os mortos e de recompensares os teus servos, os profetas, os teus santos e os que temem o teu nome, tanto pequenos como grandes, e de destruir os que destroem a terra”. Então foi aberto o santuário de Deus no céu, e ali foi vista a arca da sua aliança. Houve relâmpagos, vozes, trovões, um terremoto e um grande temporal de granizo. (Ap 11:11-19)

CONSIDERAÇÕES FINAIS:
Apocalipse é uma palavra que quer dizer “tirar o véu” (revelação), ou seja, revelação. Quando uma coisa está escondida, invisível, é preciso tirar o véu para que ela seja vista. O que estava escondido? 
A esperança e a vitória do povo de Deus. “Até quando, Senhor?”, pergunta o povo. 
O livro do Apocalipse é a resposta de Deus (Ap 1:11 e 19), que tira o véu da desesperança: 

“Bem-aventurados aqueles que lêem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo” (Ap 1:3).


Apocalipse é o livro do TRIUNFO de Cristo.
Pr. Bruno dos Santos

GIDEÃO E O ESPÍRITO QUE O CONQUISTA! - Uma analogia da igreja hodierna.

Israel plantava trigo, o qual era roubado pelos midianitas (Juízes 6:3), os quais também invadiam a terra, com seu gado e com toda a sua gente, destruindo-a (Juízes 6:5). Deste modo, ninguém mais agüentava plantar trigo, uma vez que os midianitas sempre o roubavam. O povo começou a clamar angustiado diante de Deus, porque plantava e não comia (Juízes 6:7). Deus suscita livramento por meio de Gideão, o qual é visitado pelo Anjo do Senhor (Juízes 6:11), que lhe diz: "(...) O Senhor é contigo, homem valente. Vai nessa tua força, e livro a Israel das mãos dos midianitas; porventura não te enviei eu?" (Juízes 6:12b e 14b). Gideão, atemorizado, responde-lhe: "(...) Ai, Senhor meu, com que livrarei a Israel? Eis que a minha família é a mais pobre em Manassés, e eu o menor na casa de meu pai." (Juízes 6:15).

Gideão enfrenta conflitos interiores, querendo saber se realmente fora ele ou não escolhido para tal missão, pedindo ao Anjo um sinal (Juízes 6:17): "Se hás de livrar a Israel por meu intermédio, como disseste, eis que eu porei uma porção de lã na eira: se o orvalho estiver somente nela, e seca a terra ao redor, então conhecerei que hás de livrar a Israel por meu intermédio, como disseste." (Juízes 6:36-37). Gideão recebeu da parte de Deus o sinal pedido: "E assim sucedeu; porque ao outro dia se levantou de madrugada e, apertando a li, do orvalho dela espremeu uma taça cheia de água." (Juízes 6:38).

Não satisfeito ainda, Gideão pede um outro sinal: "Não se acenda contra mim a tua ira, se ainda falar só esta vez; rogo-te que mais esta vez faça eu a prova com a lã: que só a lã esteja seca, e na terra ao redor haja orvalho." (Juízes 6:39). Mais uma vez Gideão tem o seu pedido atendido: "E Deus assim o fez naquela noite: pois só a lã estava seca, e sobre a terra ao redor havia orvalho." (Juízes 6:40).

Gideão, então, crê que realmente fora ele designado a cumprir a missão de destruir os midianitas. Gideão convocou a quase todo o Israel para anunciar-lhe o livramento do Senhor (Juízes 6:35). Ajuntaram-se a Gideão 32 mil homens (Juízes 7:3). Mas, o Senhor diz a Gideão: "(...) É demais o povo que está contigo, para eu dar os midianitas em sua mão; a fim de que Israel se não glorie contra mim, dizendo: A minha própria mão me livrou." (Juízes 7:2).

O Senhor ainda diz a Gideão: "Apregoa, pois, aos ouvidos do povo, dizendo: Quem for tímido e medroso volte, e retire-se da região montanhosa de Gileade." (Juízes 7:3a). Tendo feito Gideão conforme o Senhor lhe ordenara, 22 mil homens voltaram para suas casas (Juízes 7:3b), ficando apenas 10 mil (Juízes 7:3b). Disse mais o Senhor a Gideão: "(...) Ainda há povo demais: faze-os descer às águas, e ali os provarei; aquele de quem eu te disser: Este irá contigo, esse contigo irá; porém todo aquele de quem eu te disser: Este não irá contigo, esse não irá. (...) Todo que lamber as águas com a língua, como faz o cão, esse porás a parte; como também a todo aquele que se abaixar de joelhos a beber." (Juízes 7:4 e 5b).

Dos 10 mil homens que foram submetidos a tal teste, apenas 300 beberam água em pé, como gente (Juízes 7:6a), acerca dos quais o Senhor falou a Gideão: "Com estes trezentos homens que lamberam as águas eu vos livrarei, e entregarei os midianitas nas tuas mãos." (Juízes 7:7a). Entretanto, o coração de Gideão ainda tinha temores, dúvidas e vacilações quanto ao sucesso de sua missão. O Senhor, porém, fala a Gideão: "Se ainda temes atacar, desce tu e teu moço para ao arraial; e ouvirás o que dizem; depois, fortalecidas as tuas mãos, descerás contra o arraial." (Juízes: 7:10-11a). Atendendo à ordem do Senhor, Gideão, acompanhado do seu moço - Pura -, desce ao arraial, às escondidas. Chegando lá, "na moita", Gideão ouve dois homens conversarem. Naquele momento, um estava contando ao seu companheiro:  "(...) Tive um sonho. Eis que um pão de cevada rodava contra o arraial dos midianitas, e deu de encontro à tenda do comandante, de maneira que esta caiu, e se virou de cima para baixo, e ficou assim estendida." (Juízes 7:13b). Depois de ter relatado o sonho, o que o ouvia lhe disse: "(...) Não é isto outra coisa, senão a espada de Gideão, filho de Joás, homem israelita. Nas mãos dele entregou Deus os midianitas e todo este arraial." (Juízes 7:14).

Ouvindo tal sonho, e sabendo do seu significado, Gideão volta ao arraial de Israel, e diz aos seus comandados: "(...) Levantai-vos, porque o Senhor entregou o arraial dos midianitas nos vossas mãos." (Juízes 7:15b). Após ouvir as palavras do Senhor, Gideão cercou o arraial dos midianitas, "(...) repartiu os trezentos homens em três companhias, e deu-lhes a cada um nas suas mãos trombetas, e cântaros vazios, com tochas neles." (Juízes 7:16). Depois disso, disse-lhes Gideão: "(...) Olhai para mim, e fazei como eu fizer. Chegando eu às imediações do arraial, como fizer eu, assim fareis. Quando eu tocar a trombeta, e todos os que comigo estiverem, então vós também tocareis a vossa ao redor de todo o arraial, e direis: Pelo Senhor e por Gideão!" (Juízes 7:17-18). Dispondo, desta forma, os homens para a batalha, Gideão comanda os seus trezentos homens na luta contra os midianitas (Juízes 7:19-20), os quais ficam apavorados, e que, segundo o relato bíblico, dão "a correr, e a gritar, e a fugir." (Juízes 7:21b).

A história de Gideão é a história de um homem que alcança a vitória com uma minoria que lutou em nome do Senhor de Israel. Acredito que não há nenhum fenômeno eclesiástico hoje que não esteja penetrado por estas realidades. Gostaria de fazer um paralelo entre a história de Gideão e a realidades dos movimentos eclesiásticos. Vejamos;

Existiam diferentes níveis de conflitos na história de Gideão:

  1. Conflito político: Elas aparecem logo em Juízes 6:1, representadas pelos midianitas, os quais têm o poder de invadir, de saquear, de matar e de fazer guerra. 
  2. Conflito econômico: "Porque cada vez que Israel semeava, os midianitas e os amalequitas, como também os povos do Oriente, subiam contra ele. E contra ele se acampavam, destruindo os produtos da terra até à vizinhança de Gaza, e não deixavam em Israel sustento algum, nem ovelhas, nem bois, nem jumentos." (Juízes 6:34). Em Juízes 6:11, descobre-se que era o trigo o principal motivo pelo qual os midianitas eram levados a saquear Israel: "(...) estava malhando o trigo no lagar para o pôr a salvo dos midianitas." (Juízes 6:11b).
  3. Conflito cultural: Em Juízes 6:25, fala-se em Baal, em poste-ídolo, e numa série de outras coisas que já haviam sido incorporadas ao patrimônio religioso-cultural do povo israelita. É nesse contexto que se dá o chamamento de Gideão para libertar a Israel. A vitória dele precisa ser entendida a partir do sonho do soldado midianita, narrado em Juízes 7:13-14.
O que acontece com quem rouba o pão de alguém?

Gideão é a expressão do pão roubado, que volta como um bumerangue: "(...) Tive um sonho. Eis que um pão de cevada rodava contra o arraial dos midianitas." (Juízes 7:13). Os midianitas e os amalequitas, embora sempre invadindo, saqueando, roubando, matando e usurpando, não sabiam que seria o próprio pão, feito com o trigo roubado por eles, que os destruiria. 

Segundo a Palavra de Deus, quando os trezentos homens de Gideão gritam "Espada pelo Senhor e por Gideão!" (Juízes 7:20b), eles saem "a correr, e a gritar, e a fugir." (Juízes 7:21b). Foi o Espírito Santo que infundiu medo no coração de toda aquela gente apavorada que corria gritando, desesperadamente. Mas o Espírito do Senhor utilizou um fenômeno psicossocial: uma culpa acumulada durante anos que fragilizou os inimigos de Israel. Parece valer a máxima popular: Aqui se faz, aqui se paga!
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O que aprendemos no episódio da luta de Gideão contra os midianitas, que pode nos ajudar a discernir a atuação de líderes dentro de alguns arraiais evangélicos? Assim como na história de Gideão, a igreja vive diferentes níveis de batalha dentro dela. Eles são de ordem, política, econômica e cultural. Há disputa de poder, disputa de posses e disputa de cultura. Num caminho inverso de Gideão, muitos líderes hoje desejam exatamente o contrário da estratégia dada por Deus à Gideão. Gideão parece ser um líder fora de moda, dentro dos padrões atuais de liderança Vejamos;

1. Hoje nenhum líder expressa sua fragilidade. Vs 11 - Hoje nenhum líder moderno admiti o que Gideão admitiu diante de Deus. Sua perspectiva triunfalista não o deixa perceber que é pobre, miserável e nu. - Gideão se sentia fraco, pobre e miserável. Vs 11

2. Hoje nenhum líder moderno se sente inadequado para a obra. Ele acha que pode fazer tudo – V. 13 - Gideão se sentia inadequado, vazio, desiludido “eu estou acabado, eu não tenho mais nada em mim que preste, não sou inteligente o suficiente”.

3. Hoje nenhum líder investe a “sua força” na obra de Deus - V.14 - Em outras palavras faça com o que você tem, dê você o primeiro passo, mude primeiro em você. Líderes exigem das pessoas, aquilo que eles mesmo não fazem. Jesus advertiu os fariseus de seu tempo, dizendo que eles colocavam fardos pesados sobre os outros, mas eles mesmos não carregavam nem com um dedo (Mt 23:4)

4. Hoje líderes acreditam em todos os sinais sem questionamento, pois precisam dar respostas que não possuem. Vs 15-16 - Gideão não acreditava em todas as coisas em nome de Deus, nem em anjos que falam, mas procurava buscar sinais claros e específicos para continuar sua empreitada, diferentemente do que muitos líderes fazem hoje. Gideão se torna um líder digno de ter a sua história contada na Bíblia porque é um homem coerente com o seu contexto pessoal e circunstancial. Gideão é íntegro na compreensão de sua história.

Conclusão:
O Espírito que conquista Gideão é o Espírito Santo de Deus que o converte num homem humilde e que sabe que em si e por si nada pode ser realizado se do alto não lhe for dado. Não podemos mais viver acreditando em nossa força, em nosso tamanho ou em nossa capacidade. Deus audivelmente através da Sua Palavra nos comunica seus propósitos. Aquilo que Deus conquistou pra nós é eterno, aquilo que nós conquistamos com a nossa própria força é passageiro e temporal.

A força verdadeira do servo do Senhor não vem de si mesmo, e sim de Deus. Ninguém é forte o bastante para resolver seus próprios problemas sozinho, especialmente quando falamos sobre nosso problema principal: o pecado. Dependemos de Deus e de sua graça (Efésios 2:8-9). Paulo disse: "tudo posso naquele que me fortalece" (Filipenses 4:13). Os homens valentes, hoje em dia, são aqueles que confiam no Senhor.

Confiam em números, achando que grandes multidões são evidência da aprovação de Deus. Dependem de estratégias e táticas humanas e carnais para alcançar alvos de crescimento de igrejas. E, no fim, se gabam em seus relatórios, destacando os grandes feitos de homens.

Gideão será lembrado eternamente como exemplo de fé (veja Hebreus 11:32). A grandeza desse homem não se encontra na sua força física, nem na sua inteligência, nem na sua auto-confiança. A Bíblia não comenta sobre sua aparência física nem sobre seu jeito de falar. Gideão se destacou na História, não por ser um grande homem, mas por ter um grande Deus.

A Ele toda a Glória
Pr. Bruno dos Santos